Como escolher a vestimenta de proteção adequada

Como escolher a vestimenta de proteção adequada

Garantir a saúde física dos profissionais é um dos pontos mais importantes quando pensamos em profissões de risco. As vestimentas de proteção são de uso fundamental para evitar acidentes no ambiente de trabalho e devem ser usadas corretamente, de acordo com o que cada risco exige.

Segundo dados do Ministério Público do Trabalho, em 2021, 571 mil acidentes de trabalho foram reportados no Brasil, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

Para trabalhar na prevenção, é necessário contar com materiais de qualidade que atendam às necessidades de cada segmento. Pensando nisso, Robson da Silva Mazza, Diretor de Produtos da Vectra Work, especialista e um dos pioneiros no Brasil no desenvolvimento de tecnologias para vestimentas de proteção e EPI, dá dicas sobre a importância de escolher a vestimenta adequada de acordo com os riscos inerentes a cada profissão.

“É essencial entender as necessidades de cada segmento, e como as vestimentas de proteção são uma ferramenta importante no cuidado com os profissionais que atuam nessas áreas de risco. Escolher materiais de qualidade é o primeiro passo para poder prover a proteção adequada, diz Robson.

O especialista destaca que, apesar das diferenças em cada setor, a linha de vestimenta deve fornecer algo comum para todos (conforto e mobilidade física), pensando na linha de vestimentas de proteção contra arco elétrico e fogo repentino, que são vestimentas que serão utilizadas diariamente e por longo período de tempo. Dentre as opções, se destacam as roupas confeccionadas com tecidos retardante a chamas com tecnologia 100% algodão ou 88% algodão 12% poliamida, além dos tecidos com alta tecnologia 100% inerentes, onde as fibras já possuem as propriedades retardante a chamas e com alta resistência mecânico e térmica contra o calor. Ambas as tecnologias são importantes na hora de entrar em ação para proteger o usuário, porém os especialistas da Vectra conseguem orientar os clientes para identificar qual é a melhor tecnologia para sua operação de trabalho.

Para os eletricistas do setor de elétrico e industrial, devem utilizar vestimentas de proteção que cumpram as exigências da norma de segurança em instalações e serviços em eletricidade (NR10), que abrange as categorias de risco 2, 3 e 4”, ressalta Robson.

Para os Bombeiros, é necessário que a vestimenta seja adequada para o combate à incêndio florestal, incêndio estrutural urbano e resgate técnico, todas pensadas na mobilidade, conforto térmico para minimizar o estresse térmico, gerado pelo excesso de calor do ambiente, resistência mecânica ao rasgo e tração, além de ter que possuir essencialmente uma tecnologia retardante a chamas segura, confiável e especifica na lida com o fogo.

Para os soldadores, as vestimentas são confeccionadas especialmente para proteger o usuário contra respingos de metal fundido, tempo curto de contato com a chama, calor radiante de um arco elétrico usado para soldar e processos similares.

Para trabalhadores que estão expostos ao calor e chamas, provenientes do risco de metal fundido líquido em alta temperatura, os tecidos utilizados para este tipo de vestimenta de proteção, precisam ter tecnologia que consigam fazer a repelência do metal líquido em alta temperatura, onde os tecidos podem ser 100% retardante a chamas com acabamento repelente ou tecidos com alta tecnologia, que são os inerentes retardante a chamas e suas fibras já possuem a repelência natural aos metais líquidos. Para se ter uma ideia, os metais ferrosos precisam de 1.4000C para se fundir ou derreter e o metal alumínio precisa de 7800C, por isso, os tecidos precisam de tecnologia específica para este tipo de proteção.

 

“Todas as vestimentas de proteção térmica do calor e chamas, possuem a missão e objetivo de salvar vidas, garantindo a saúde e integridade do profissional, evitando consequências negativas em razão dos riscos que estão expostos”, completa Robson.

 

Matéria: Portal de Noticias – PATISEG

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